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Arquivo da categoria: Brasil Colônia

Arraial do Tijuco: Diamantes e Poder

Postado em 2 de agosto de 2025 por ehistoria

Minas Gerais, durante o período colonial, teve um papel crucial na economia portuguesa, especialmente pela mineração de ouro em vilas como Vila Rica (hoje Ouro Preto) e Sabará. No entanto, foi no Arraial do Tijuco (a atual cidade de Diamantina) que a Coroa Portuguesa encontrou a oportunidade de explorar os valiosos diamantes.

Ao saber da presença das pedras preciosas, a Coroa tratou de estabelecer um rigoroso controle sobre a região. Para transformar a área em um monopólio real, ela a delimitou como o Distrito Diamantino e impediu a mineração por garimpeiros comuns. Em 1734, foi criada a Intendência dos Diamantes, um órgão fiscalizador com poder para administrar e cobrar impostos na região.

Em 1740, a Coroa mudou sua estratégia e passou a entregar a exploração a um “contratador”, que era responsável por extrair os diamantes e repassar uma parte dos lucros para o rei. Um dos mais famosos contratadores foi João Fernandes de Oliveira, que teve um relacionamento com Chica da Silva, uma ex-escravizada cuja história se tornou célebre, a Rede Manchete produziu uma novela em 1995.

Posteriormente, em 1771, a Coroa acusou os contratadores de enriquecimento ilícito e retomou o controle direto da região, encerrando o sistema de contratos e criando a Real Extração dos Diamantes para gerenciar a exploração.

Publicado em Brasil Colônia | Tags: #ArraialdoTijuco |

Revolta de Vila Rica (1720)

Postado em 2 de agosto de 2025 por ehistoria

Minas Gerais ocupou um papel de destaque na produção aurífera brasileira. A Coroa Portuguesa, preocupada em garantir seus ganhos, criou a Intendência das Minas em 1702, um órgão responsável por administrar, explorar e cobrar impostos na região.

O ouro circulava em pó, e a cobrança de impostos nas estradas, realizada pelos soldados conhecidos como Dragões do Regimento das Minas, era um desafio. Para burlar o pagamento, o povo usava de esperteza, escondendo o ouro em calçados, doces e até mesmo em imagens de santos (o chamado ‘santo do pau oco’).

Diante disso, a Coroa criou as Casas de Fundição, órgãos governamentais que tinham como objetivo proibir a circulação do ouro em pó. O ouro deveria ser entregue, transformado em barras e receber o selo de quitação após o recolhimento do quinto (20% do total). Quem fosse pego com ouro em pó ou barras não quintadas enfrentaria sérias punições.

O elevado preço dos alimentos já gerava grande descontentamento, agora ampliado pela instituição das Casas de Fundição, que dificultava as práticas ilícitas e aumentava o controle da Coroa. Essa insatisfação geral gerou uma revolta popular liderada por Felipe dos Santos, que exigia o fim das Casas de Fundição. A elite local, liderada por Pascoal da Silva Guimarães, também participou do movimento inicialmente, mas acabou recuando.

A Coroa Portuguesa reprimiu duramente o movimento. Felipe dos Santos, para servir de exemplo, foi enforcado e teve seu corpo esquartejado. Em consequência da revolta, a Coroa decidiu separar a Capitania de Minas Gerais da Capitania de São Paulo em 1720, permitindo um controle mais direto e eficaz sobre a região.

Publicado em Brasil Colônia | Tags: #RevoltadeVilaRica #FelipedosSantos |

A Guerra dos Mascates (1710-1711)

Postado em 2 de agosto de 2025 por ehistoria

Olinda era uma vila que concentrava grandes produtores de açúcar, exercendo influência política e econômica. O Recife, por sua vez, tinha muitos comerciantes que pejorativamente eram denominados de “mascates”, aumentando gradativamente sua influência. Os produtores de açúcar, afetados pela desvalorização do produto na Europa, recorriam a empréstimos com os comerciantes do Recife, causando assim um grande endividamento.

Percebendo sua influência cada vez maior, os comerciantes do Recife fizeram o pedido para que sua localidade fosse elevada à condição de vila, o que foi atendido pela Coroa Portuguesa. Dessa maneira, eles obtiveram sua autonomia e construíram seu pelourinho.

Os produtores de Olinda, temendo a perda de influência, revoltaram-se. Eles invadiram o Recife, destruíram o pelourinho e iniciaram o conflito. A Coroa Portuguesa reagiu, reprimindo a revolta e confirmando a elevação do Recife à condição de vila. Com o tempo, a importância do Recife só cresceu, mas a cidade se tornou a capital de Pernambuco apenas no século XIX.

Publicado em Brasil Colônia | Tags: #olinda, #recife |

A Guerra dos Emboabas (1707-1709)

Postado em 2 de agosto de 2025 por ehistoria

O conflito conhecido como a Guerra dos Emboabas aconteceu na região que hoje é o estado de Minas Gerais. O estopim foi a descoberta de ouro por Antonio Rodrigues Arzão na área que viria a ser a cidade de Sabará. A notícia da descoberta de novas minas, como Vila Rica (hoje Ouro Preto), se espalhou rapidamente, atraindo um grande fluxo de pessoas de outras partes da colônia e de Portugal, todos em busca de riqueza.

O principal motivo do conflito era o controle das minas de ouro. Os paulistas, que se consideravam os descobridores e donos das minas, chamavam os recém-chegados de “emboabas”, um termo pejorativo que significava “forasteiro”.

A guerra durou dois anos e terminou com a vitória dos emboabas. O líder deles, Manuel Nunes Viana, foi aclamado como governador das Minas Gerais. No entanto, a Coroa Portuguesa interveio logo depois para restaurar a ordem, assumindo o controle direto da região e criando a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro em 1709.

Publicado em Brasil Colônia |

A Revolta de Beckman: O que foi e por que aconteceu

Postado em 2 de agosto de 2025 por ehistoria

A Revolta de Beckman foi uma rebelião que aconteceu em 1684, na então província do Maranhão. Os colonos da região viviam principalmente da extração das drogas do sertão, como o cacau, cravo, canela e a castanha-do-pará. Para esse trabalho, eles usavam a escravização de indígenas, que era uma prática comum na época, apesar de ser proibida pela Coroa Portuguesa.

Para tentar resolver a escassez de mão de obra e controlar o comércio local, a coroa criou a Companhia de Comércio do Maranhão. A companhia tinha dois objetivos principais:

  1. Vender escravizados africanos aos colonos.
  2. Comprar e vender produtos na região.

A insatisfação dos colonos cresceu por causa da má administração e dos preços abusivos da companhia, que vendia escravizados a preços altíssimos e comprava as drogas do sertão por valores muito baixos. A insatisfação com a proibição de escravizar indígenas também foi um fator importante.

Liderados por Manuel Beckman, os colonos se revoltaram, invadiram a sede da companhia e depuseram o governador. Eles tomaram o poder temporariamente, mas a Coroa Portuguesa reagiu enviando tropas. A rebelião foi reprimida, Manuel Beckman foi preso, julgado e executado. A Coroa não restituiu a permissão para a escravização indígena, e a Companhia de Comércio do Maranhão foi temporariamente fechada.

A Revolta de Beckman mostra como a tensão entre os interesses dos colonos e as políticas da Coroa Portuguesa era constante e como o Maranhão era uma região de conflitos no período colonial.

Evolução das Leis:
1680: Proibição da escravização de novos indígenas, mas mantendo os já escravizados.
1755: Abolição da escravidão indígena no Estado do Grão-Pará e Maranhão, pelo Marquês de Pombal.
1758: Extensão da abolição para todo o Brasil Colônia.

Publicado em Brasil Colônia | Tags: #RevoltadeBeckman |

Questões Brasil Colônia

Postado em 24 de julho de 2014 por ehistoria

1- Na História do Brasil, em relação ao ciclo minerador, pode-se afirmar que: I) A capital da colônia foi transferida de Salvador para a cidade do Rio de Janeiro. II) Por dois séculos, os paulistas monopolizaram a exploração do ouro, apesar das tentativas fracassadas de outros grupos. III) Ocorreu o povoamento e a urbanização da região das Minas Gerais. Está(ão) correta(s) somente:
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) I e III.

2- “Congregando segmentos variados da população pobre ou dirigindo-se às áreas de mineração, onde se concentravam enormes contingentes de escravos, as vendeiras e negras de tabuleiro seriam constantemente acusadas de responsabilidade direta no desvio de jornais, contrabando de ouro e diamantes, prática de prostituição e ligação com os quilombos.” FIGUEIREDO, Luciano. “O avesso da memória”: cotidiano e trabalho da mulher em Minas Gerais no século XVIII. Rio de Janeiro: José Olympio, 1993. A partir da leitura e análise desse trecho, é CORRETO afirmar que a escravidão nas Minas Gerais se caracterizava por
a) um perfil rural e patriarcal, o que fazia com que as cativas e as forras ficassem reclusas, em casa, sob controle masculino.
b) uma comunidade igualitária, o que se expressava na liberdade com que os negros circulavam pelas ruas.
c) uma grande diversidade de formas de exploração do trabalho escravo, situação característica de um contexto mais urbano.
d) uma relativa flexibilidade, o que se expressava no livre trânsito dos comerciantes entre as cidades e os quilombos.

3- Hoje, fala-se muito da Estrada Real como patrimônio histórico nacional que rememora o passado dos caminhos que levavam e traziam mercadorias e escoavam o ouro que ia ser levado a Portugal. Assina-le a afirmativa mais ADEQUADA para definir Estrada Real.
a) Os pontos de descanso e pousada dos tropeiros, viajantes que seguiam em tropas de burro ou mula cuja viagem era longa, cansativa e extremamente perigosa, já que envolvia carregamentos de ouro real que ia ser levado para as Minas.
b) Locais da pastagem de gado e do comércio de mulas e burros que constituíam, na época da mineração, o principal meio de transporte de mercadorias e ouro controlados pelos tropeiros na região de Minas Gerais.
c) As Bandeiras Oficiais, denominadas Entradas, que estabeleciam a criação de estradas com o selo real, identificadas como propriedade do rei de Portugal para a política de posse e ocupação do território brasileiro.
d) Os caminhos abertos pelos portugueses como picadas nas matas, que, poucos anos depois, levaram ao surgimento de povoamentos urbanos nos seus arredores e onde foram erguidos postos de fiscalização para controlar o escoamento do ouro.

4- Como o governo português não encontrou de imediato os metais preciosos, adotou a montagem da empresa agrícola açucareira para iniciar a ocupação e a exploração da Colônia. Esta empresa foi montada:
a) utilizando da policultura e de minifúndios
b) no sistema de plantation
c) servindo-se das haciendas onde a produção era voltada para o mercado interno
d) adotando as mesmas técnicas de produção agrícola dos tupis, em que prevaleciam a queimada e o trabalho livre dos nativos
e) no sistema produtivo capitalista, onde a mão-de-obra predominante foi a assalariada, que era bem mais em conta do que a dos escravos africanos

5- “As instruções revelam o propósito de garantir a posse territorial da nova terra, colonizá-la, organizar as rendas da Coroa e centralizar a administração. Foram criados alguns cargos para o cumprimento dessas finalidades com a intenção de auxiliar a autoridade administrativa principal”. Este texto refere-se:
a) aos estancos reais
b) às Capitanias Hereditárias
c) ao Governo Geral
d) à Intendência das Minas
e) aos juízes ordinários

6- “(…) a terra que dá ouro esterilíssima de tudo o que se há mister para a vida humana (…). Porém, tanto que se viu a abundância de ouro que se tirava e a largueza com que se pagava tudo o que lá ia, (…) e logo começaram os mercadores a mandar às minas o melhor que chega nos navios do Reino e de outras partes, assim de mantimentos, como de regalo e de pomposo para se vestirem, além de mil bugiarias de França (…) E, a este respeito, de todas as partes do Brasil se começou a enviar tudo o que a terra dá, com lucro não somente grande, mas excessivo. (…) E estes preços, tão altos e tão correntes nas minas, foram causa de subirem tanto os preços de todas as coisas, como se experimenta nos portos das cidades e vilas do Brasil, e de ficarem desfornecidos muitos engenhos de açúcar das peças necessárias e de padecerem os moradores grande carestia de mantimentos, por se levarem quase todos aonde hão de dar maior lucro.” (Antonil, “Cultura e opulência do Brasil”, 1711) No texto, o autor refere-se a uma das conseqüências da descoberta e exploração de ouro no Brasil colonial. Trata-se
a) do desenvolvimento de manufaturas para abastecer o mercado interno.
b) da inflação devido à grande quantidade de metais e procura por mercadorias.
c) do incremento da produção de alimentos e tecidos finos na área das minas.
d) da redução da oferta de produtos locais e importados na região mineradora.
e) do desabastecimento das minas devido à maior importância das vilas litorâneas.

7- “Jornada de trabalho, 12-18 horas; expectativa de vida, 10-15 anos; alojamento na senzala, dieta de farinha, feijão, aipim, às vezes melaço, peixe, charque.” Este texto se refere à(s):
a) Servidão feudal.
b) Colônias imigrantes no Sul.
c) Escravidão colonial no Brasil.
d) Vida cotidiana nas fábricas do final do século XIX.
e) Servidão indígena na lavoura açucareira.

8- (UFSE) Durante o chamado Período Pré-colonizador, a ocupação portuguesa, a atividade econômica básica e a mão-de-obra nela empregada ficaram caracterizadas, respectivamente, pelas:

a) feitorias, exploração do pau-brasil e a mão-de-obra indigena
b) capitanias hereditarias, cultivo de cana-de-açúcar e pelo índio sob regime de escravidão
c) feitorias, exploração do pau-brasil e mão-de-obra escrava
d) capitanias hereditarias, exploração do pau-brasil e mão-de-obra indigena submetida à orientação dos jesuitas
e) feitorias, cultivo da cana-de-açúcar e pelo indígena pacificado.

9- (fuvest-SP) Durante o período colonial, o Estado português deu suporte legal a guerras contra povos indigenas do Brasl, sob diversas alegações; derivou daí a guerra justa, que fundamentou:

a) o genocídio dos povos indígenas, que era, no fundo, a verdadeira intenção da Igreja, do Estado e dos colonizadores
b) a criação dos aldeamentos pelos jesuítas em toda a colônia, protegendo os indígenas dos portugueses
c) o extermínio dos povos indígenas do sertão quando, no século XVII, a lavoura açucareira ai penetrou depois de ter ocupado todas as áreas litorâneas
d) a escravização dos índios, pois, desde a Antiguidade, reconhecia-se o direito de matar o prisioneiro de guerra ou escravizá-lo
e) uma espécie de “limpeza étnica”, como se diz hoje em dia, para garantir o predomínio do homem branco na colônia

10- (UFPE) A necessidade de braços para o trabalho nas colônias amaericanas provocou:

a) a violência exercida pelos conquistadores europeus contra os povos americanos e africanos
b) a morte apenas dos nativos e dos africanos que reagiram a à colonização
c) o colapso da economia mercantil européia com o deslocamento do eixo econômico do mar  Mediterrâneo para o oceano Atlântico
d) a salvação de milhares de ìndios e negros através da colonização
e) a absorção da mão-de-obra livre de brancos, índios e negros que procuravam trabalho

11- (Vunesp-SP) “Foi assim possível dispor um segundo ataque ao Brasil, desta vez contra uma capitania mal aparelhada na sua defesa, mas a principal e a mais rica região produtora de açúcar do mundo de então. Existiam aí e nas capitanias vizinhas mais de 130 engenhos que, nas melhores safras, davam mais de mil toneladas do produto. ”     (J.A. Gonçalves de Mello)

O texto refere-se à:

a) Guerra dos Mascates
b) invasão francesa
c) invasão holandesa
d) Revolta de Beckman
e) invasão inglesa

12-(Fuvest-SP-adaptado) No século XVIII, o governo português incorporou a maior parte da Amazônia ao seu domínio. A ampliação dessa fronteira da colônia portuguesa deveu-se

a) aos acordos políticos entre Portugal e França
b) às lutas de resistência das populaç~es indígenas
c) ao início da exploração e exportação da borracha
d) à expulsão dos jesuítas favoráveis à dominação espanhola
e) à exploração e comercialização das drogas do sertão

13- (Fuvest-SP) A atual configuração do território brasileiro foi definida em suas linhas gerais no século XVIII pelo:

a) Tratado de Tordesilhas, que fixou os domínios portugueses e espanhóis na América
b) Tratado de Santo Ildefonso, pelo qual foram cedidos a Portugal os Sete Povos das Missões
c) Tratado de Utreht, que incorporou ao Brasil a Província Cisplatina
d) Tratado de Lisboa, que garantiu os direitos de posse sobre o Território do Acre
e) Tratado de Madri, que reconheceu a ocupação territorial além da linha de Tordesilhas

1-E  2-C  3-D  4-B  5-C  6-B  7-C  8-A  9-D  10-A  11-C  12-E  13-E

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