Os anos 1920, no pós-Primeira Guerra Mundial, foram marcados por grande prosperidade econômica nos Estados Unidos. O país saiu do conflito com enorme prestígio político, militar e econômico, pois sua entrada em 1917 foi decisiva para a vitória da Tríplice Entente, formada por Inglaterra, França e Rússia, já exaustos. A exaustão do bloco causou a saída da Rússia em janeiro de 1918.
Após o conflito, os americanos passaram a investir nos países europeus. Internamente, a economia fez a produção industrial saltar 60%, tornando-se a maior do mundo e incentivando o consumo de mercadorias industrializadas, o que deu origem ao “American Way of Life”. O que antes parecia distante para muitas famílias, no pós-guerra, passou a ser acessível, permitindo a aquisição de novas tecnologias e impulsionando o crescimento econômico.
Em 1929, no entanto, a situação mudou drasticamente. As indústrias produziam muito mais do que o mercado consumidor conseguia absorver. Ao mesmo tempo, os países europeus reestabeleciam sua economia e produção industrial, rivalizando com os produtos americanos, e na agricultura, a mecanização aumentou a produção sem ter mercado consumidor suficiente.
Junto a esse cenário, o mercado financeiro era agitado por grande especulação. No sonho de ganhar dinheiro facilmente, ações eram comercializadas nas bolsas de valores, tornando-se cada vez mais valiosas, sem que o preço correspondesse ao valor de mercado real. Assim, em 24 de outubro de 1929, ocorreu uma tentativa de venda de ações em massa sem que houvesse compradores, o que deu a largada para a Grande Depressão — um período de grande recessão econômica, com fechamento de bancos, deflação e desemprego.
O “jeito de vida americano” estava arruinado por uma crise que se prolongaria até 1933, com a eleição de Franklin D. Roosevelt. No mesmo ano, ele adotou uma política conhecida como “New Deal” (novo acordo), priorizando investimentos em obras públicas, a destruição de produtos agrícolas (Vargas, no Brasil, já tinha experiência queimando cafés em 1931) e a redução da jornada de trabalho para que novos empregados tivessem oportunidade.
Essas medidas permitiram a recuperação americana e possibilitaram que Roosevelt fosse o presidente a ocupar a cadeira presidencial por mais tempo na história do país.



