A Revolta de Beckman foi uma rebelião que aconteceu em 1684, na então província do Maranhão. Os colonos da região viviam principalmente da extração das drogas do sertão, como o cacau, cravo, canela e a castanha-do-pará. Para esse trabalho, eles usavam a escravização de indígenas, que era uma prática comum na época, apesar de ser proibida pela Coroa Portuguesa.
Para tentar resolver a escassez de mão de obra e controlar o comércio local, a coroa criou a Companhia de Comércio do Maranhão. A companhia tinha dois objetivos principais:
- Vender escravizados africanos aos colonos.
- Comprar e vender produtos na região.
A insatisfação dos colonos cresceu por causa da má administração e dos preços abusivos da companhia, que vendia escravizados a preços altíssimos e comprava as drogas do sertão por valores muito baixos. A insatisfação com a proibição de escravizar indígenas também foi um fator importante.
Liderados por Manuel Beckman, os colonos se revoltaram, invadiram a sede da companhia e depuseram o governador. Eles tomaram o poder temporariamente, mas a Coroa Portuguesa reagiu enviando tropas. A rebelião foi reprimida, Manuel Beckman foi preso, julgado e executado. A Coroa não restituiu a permissão para a escravização indígena, e a Companhia de Comércio do Maranhão foi temporariamente fechada.
A Revolta de Beckman mostra como a tensão entre os interesses dos colonos e as políticas da Coroa Portuguesa era constante e como o Maranhão era uma região de conflitos no período colonial.
Evolução das Leis:
1680: Proibição da escravização de novos indígenas, mas mantendo os já escravizados.
1755: Abolição da escravidão indígena no Estado do Grão-Pará e Maranhão, pelo Marquês de Pombal.
1758: Extensão da abolição para todo o Brasil Colônia.