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O Pós-Guerra Americano e Crash da Bolsa de Valores em1929

Postado em 3 de agosto de 2025 por ehistoria

Os anos 1920, no pós-Primeira Guerra Mundial, foram marcados por grande prosperidade econômica nos Estados Unidos. O país saiu do conflito com enorme prestígio político, militar e econômico, pois sua entrada em 1917 foi decisiva para a vitória da Tríplice Entente, formada por Inglaterra, França e Rússia, já exaustos. A exaustão do bloco causou a saída da Rússia em janeiro de 1918.

Após o conflito, os americanos passaram a investir nos países europeus. Internamente, a economia fez a produção industrial saltar 60%, tornando-se a maior do mundo e incentivando o consumo de mercadorias industrializadas, o que deu origem ao “American Way of Life”. O que antes parecia distante para muitas famílias, no pós-guerra, passou a ser acessível, permitindo a aquisição de novas tecnologias e impulsionando o crescimento econômico.

Em 1929, no entanto, a situação mudou drasticamente. As indústrias produziam muito mais do que o mercado consumidor conseguia absorver. Ao mesmo tempo, os países europeus reestabeleciam sua economia e produção industrial, rivalizando com os produtos americanos, e na agricultura, a mecanização aumentou a produção sem ter mercado consumidor suficiente.

Junto a esse cenário, o mercado financeiro era agitado por grande especulação. No sonho de ganhar dinheiro facilmente, ações eram comercializadas nas bolsas de valores, tornando-se cada vez mais valiosas, sem que o preço correspondesse ao valor de mercado real. Assim, em 24 de outubro de 1929, ocorreu uma tentativa de venda de ações em massa sem que houvesse compradores, o que deu a largada para a Grande Depressão — um período de grande recessão econômica, com fechamento de bancos, deflação e desemprego.

O “jeito de vida americano” estava arruinado por uma crise que se prolongaria até 1933, com a eleição de Franklin D. Roosevelt. No mesmo ano, ele adotou uma política conhecida como “New Deal” (novo acordo), priorizando investimentos em obras públicas, a destruição de produtos agrícolas (Vargas, no Brasil, já tinha experiência queimando cafés em 1931) e a redução da jornada de trabalho para que novos empregados tivessem oportunidade.

Essas medidas permitiram a recuperação americana e possibilitaram que Roosevelt fosse o presidente a ocupar a cadeira presidencial por mais tempo na história do país.

Publicado em História dos Estados Unidos |

Arraial do Tijuco: Diamantes e Poder

Postado em 2 de agosto de 2025 por ehistoria

Minas Gerais, durante o período colonial, teve um papel crucial na economia portuguesa, especialmente pela mineração de ouro em vilas como Vila Rica (hoje Ouro Preto) e Sabará. No entanto, foi no Arraial do Tijuco (a atual cidade de Diamantina) que a Coroa Portuguesa encontrou a oportunidade de explorar os valiosos diamantes.

Ao saber da presença das pedras preciosas, a Coroa tratou de estabelecer um rigoroso controle sobre a região. Para transformar a área em um monopólio real, ela a delimitou como o Distrito Diamantino e impediu a mineração por garimpeiros comuns. Em 1734, foi criada a Intendência dos Diamantes, um órgão fiscalizador com poder para administrar e cobrar impostos na região.

Em 1740, a Coroa mudou sua estratégia e passou a entregar a exploração a um “contratador”, que era responsável por extrair os diamantes e repassar uma parte dos lucros para o rei. Um dos mais famosos contratadores foi João Fernandes de Oliveira, que teve um relacionamento com Chica da Silva, uma ex-escravizada cuja história se tornou célebre, a Rede Manchete produziu uma novela em 1995.

Posteriormente, em 1771, a Coroa acusou os contratadores de enriquecimento ilícito e retomou o controle direto da região, encerrando o sistema de contratos e criando a Real Extração dos Diamantes para gerenciar a exploração.

Publicado em Brasil Colônia | Tags: #ArraialdoTijuco |

Revolta de Vila Rica (1720)

Postado em 2 de agosto de 2025 por ehistoria

Minas Gerais ocupou um papel de destaque na produção aurífera brasileira. A Coroa Portuguesa, preocupada em garantir seus ganhos, criou a Intendência das Minas em 1702, um órgão responsável por administrar, explorar e cobrar impostos na região.

O ouro circulava em pó, e a cobrança de impostos nas estradas, realizada pelos soldados conhecidos como Dragões do Regimento das Minas, era um desafio. Para burlar o pagamento, o povo usava de esperteza, escondendo o ouro em calçados, doces e até mesmo em imagens de santos (o chamado ‘santo do pau oco’).

Diante disso, a Coroa criou as Casas de Fundição, órgãos governamentais que tinham como objetivo proibir a circulação do ouro em pó. O ouro deveria ser entregue, transformado em barras e receber o selo de quitação após o recolhimento do quinto (20% do total). Quem fosse pego com ouro em pó ou barras não quintadas enfrentaria sérias punições.

O elevado preço dos alimentos já gerava grande descontentamento, agora ampliado pela instituição das Casas de Fundição, que dificultava as práticas ilícitas e aumentava o controle da Coroa. Essa insatisfação geral gerou uma revolta popular liderada por Felipe dos Santos, que exigia o fim das Casas de Fundição. A elite local, liderada por Pascoal da Silva Guimarães, também participou do movimento inicialmente, mas acabou recuando.

A Coroa Portuguesa reprimiu duramente o movimento. Felipe dos Santos, para servir de exemplo, foi enforcado e teve seu corpo esquartejado. Em consequência da revolta, a Coroa decidiu separar a Capitania de Minas Gerais da Capitania de São Paulo em 1720, permitindo um controle mais direto e eficaz sobre a região.

Publicado em Brasil Colônia | Tags: #RevoltadeVilaRica #FelipedosSantos |

A Guerra dos Mascates (1710-1711)

Postado em 2 de agosto de 2025 por ehistoria

Olinda era uma vila que concentrava grandes produtores de açúcar, exercendo influência política e econômica. O Recife, por sua vez, tinha muitos comerciantes que pejorativamente eram denominados de “mascates”, aumentando gradativamente sua influência. Os produtores de açúcar, afetados pela desvalorização do produto na Europa, recorriam a empréstimos com os comerciantes do Recife, causando assim um grande endividamento.

Percebendo sua influência cada vez maior, os comerciantes do Recife fizeram o pedido para que sua localidade fosse elevada à condição de vila, o que foi atendido pela Coroa Portuguesa. Dessa maneira, eles obtiveram sua autonomia e construíram seu pelourinho.

Os produtores de Olinda, temendo a perda de influência, revoltaram-se. Eles invadiram o Recife, destruíram o pelourinho e iniciaram o conflito. A Coroa Portuguesa reagiu, reprimindo a revolta e confirmando a elevação do Recife à condição de vila. Com o tempo, a importância do Recife só cresceu, mas a cidade se tornou a capital de Pernambuco apenas no século XIX.

Publicado em Brasil Colônia | Tags: #olinda, #recife |

A Guerra dos Emboabas (1707-1709)

Postado em 2 de agosto de 2025 por ehistoria

O conflito conhecido como a Guerra dos Emboabas aconteceu na região que hoje é o estado de Minas Gerais. O estopim foi a descoberta de ouro por Antonio Rodrigues Arzão na área que viria a ser a cidade de Sabará. A notícia da descoberta de novas minas, como Vila Rica (hoje Ouro Preto), se espalhou rapidamente, atraindo um grande fluxo de pessoas de outras partes da colônia e de Portugal, todos em busca de riqueza.

O principal motivo do conflito era o controle das minas de ouro. Os paulistas, que se consideravam os descobridores e donos das minas, chamavam os recém-chegados de “emboabas”, um termo pejorativo que significava “forasteiro”.

A guerra durou dois anos e terminou com a vitória dos emboabas. O líder deles, Manuel Nunes Viana, foi aclamado como governador das Minas Gerais. No entanto, a Coroa Portuguesa interveio logo depois para restaurar a ordem, assumindo o controle direto da região e criando a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro em 1709.

Publicado em Brasil Colônia |

A Revolta de Beckman: O que foi e por que aconteceu

Postado em 2 de agosto de 2025 por ehistoria

A Revolta de Beckman foi uma rebelião que aconteceu em 1684, na então província do Maranhão. Os colonos da região viviam principalmente da extração das drogas do sertão, como o cacau, cravo, canela e a castanha-do-pará. Para esse trabalho, eles usavam a escravização de indígenas, que era uma prática comum na época, apesar de ser proibida pela Coroa Portuguesa.

Para tentar resolver a escassez de mão de obra e controlar o comércio local, a coroa criou a Companhia de Comércio do Maranhão. A companhia tinha dois objetivos principais:

  1. Vender escravizados africanos aos colonos.
  2. Comprar e vender produtos na região.

A insatisfação dos colonos cresceu por causa da má administração e dos preços abusivos da companhia, que vendia escravizados a preços altíssimos e comprava as drogas do sertão por valores muito baixos. A insatisfação com a proibição de escravizar indígenas também foi um fator importante.

Liderados por Manuel Beckman, os colonos se revoltaram, invadiram a sede da companhia e depuseram o governador. Eles tomaram o poder temporariamente, mas a Coroa Portuguesa reagiu enviando tropas. A rebelião foi reprimida, Manuel Beckman foi preso, julgado e executado. A Coroa não restituiu a permissão para a escravização indígena, e a Companhia de Comércio do Maranhão foi temporariamente fechada.

A Revolta de Beckman mostra como a tensão entre os interesses dos colonos e as políticas da Coroa Portuguesa era constante e como o Maranhão era uma região de conflitos no período colonial.

Evolução das Leis:
1680: Proibição da escravização de novos indígenas, mas mantendo os já escravizados.
1755: Abolição da escravidão indígena no Estado do Grão-Pará e Maranhão, pelo Marquês de Pombal.
1758: Extensão da abolição para todo o Brasil Colônia.

Publicado em Brasil Colônia | Tags: #RevoltadeBeckman |

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